Lula é reeleito presidente com 51,79% dos votos válidos e promete governar com participação popular

Lula é reeleito presidente com 51,79% dos votos válidos e promete governar com participação popular

Politica
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A Avenida Paulista, endereço tradicional das grandes manifestações políticas do país, voltou a reunir apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na noite em que o resultado do segundo turno foi consolidado. Entre bandeiras, cantorias e a emoção de quem acompanhou a apuração minuto a minuto, o clima era o de quem atravessou uma disputa longa e tensa e finalmente pôde respirar. Para muitos ali, o resultado era mais do que uma vitória eleitoral. Confirmava uma aposta feita num cenário de forte polarização, em que cada voto parecia pesar uma tonelada.

Foi nesse ambiente que o presidente reeleito subiu ao palco e fez um pedido simples e carregado de simbolismo. Pediu aos presentes que cantassem o Hino da Independência do Brasil, repetindo um gesto que, segundo ele mesmo contou, o havia emocionado na véspera, durante uma manifestação no mesmo local. Em poucos segundos, a Paulista deixou de ser apenas o cenário de uma festa partidária e passou a ecoar um símbolo nacional entoado em coro. Lula explicou o motivo do pedido de forma direta: era para que todos soubessem que “não cabemos no quintal de ninguém”.

A cena resume o tom de uma noite que misturou celebração, discurso político e balanço de uma eleição apertada. Lula, que chega ao quarto mandato à frente do Executivo, agradeceu de forma direta a quem o apoiou. “Devo esta vitória a cada um de vocês”, disse à multidão. Num país em que quase metade do eleitorado votou no adversário, a frase soa ao mesmo tempo como agradecimento e como lembrete. A vitória, reconhecida e anunciada pelo Tribunal Superior Eleitoral, foi construída voto a voto, numa margem estreita que exige humildade de quem venceu e atenção de quem observa.

“Devo esta vitória a cada um de vocês”

Para entender o peso desse momento, vale olhar a trajetória das últimas semanas. Em 4 de outubro, no primeiro turno, Lula terminou em segundo lugar, atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL). Foram 53.876.617 votos para o presidente contra 56.104.268 para o adversário, segundo a totalização de 99,99% das urnas. Naquela noite, Lula falou em “lição da democracia” e classificou o segundo turno como a “prova dos nove”. Três semanas depois, a prova foi feita, e o resultado mudou de lado. A virada ajuda a explicar por que a festa na Paulista teve gosto de alívio, e não apenas de comemoração.

Multidão de apoiadores com bandeiras do Brasil na Avenida Paulista, em São Paulo, na noite da reeleição de Lula no segundo turno de 2026
Apoiadores se reuniram na Avenida Paulista, em São Paulo, para acompanhar o resultado do segundo turno.

Os números oficiais não deixam dúvida sobre o desfecho. O TSE confirmou que Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro recebeu 59.826.041 votos, ou 48,21%. A diferença, de pouco mais de 4,4 milhões de votos, é a medida concreta de uma eleição competitiva do início ao fim. O resultado foi anunciado no domingo, 25 de outubro, pelo presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques. Ele cumprimentou os dois candidatos pela participação no segundo turno e também os seis governadores eleitos na mesma rodada de votação.

Foi a quarta vez que Lula venceu uma eleição presidencial, depois de 2002, 2006 e 2022, e ele chega ao quarto mandato. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também discursou na Avenida Paulista, fez questão de lembrar esse dado histórico. “O primeiro registro é que o presidente Lula teve mais de 64 milhões de votos. O presidente Lula é eleito pela quarta vez”, afirmou. Alckmin, que integra novamente a chapa vencedora, tratou a reeleição como um marco pessoal do presidente e como um capítulo particular da história política recente, marcada por disputas duras e resultados cada vez mais ajustados.

O vice-presidente disse ainda que a eleição teve vários recordes e citou a menor abstenção em 20 anos, dado que cabe aos números oficiais do TSE detalhar e confirmar nos próximos dias. Alckmin também afirmou que Lula já salvou a democracia duas vezes, avaliação que reflete o ponto de vista de aliados do presidente e que, como toda leitura política, é apreciada de formas diferentes por apoiadores e opositores. Para o leitor, o dado mais objetivo continua sendo o voto. Mais de 64 milhões de brasileiros escolheram Lula, e quase 60 milhões escolheram o adversário, num comparecimento que o próprio vice destacou como alto.

“O presidente Lula é eleito pela quarta vez”

A própria noite eleitoral ajudou a dar a dimensão da disputa. Nas primeiras horas, com poucas urnas apuradas, Lula aparecia na frente, em boa parte por causa de seções contadas no exterior. Com o avanço da totalização, Flávio Bolsonaro passou à frente e chegou a ter 50,46% dos votos válidos quando 26,30% das seções estavam totalizadas, por volta das 20h05. A reação veio em seguida. Perto das 20h30, com mais da metade das seções apuradas, Lula retomou a primeira posição e foi ampliando a vantagem até a consolidação do resultado. Foi uma noite de emoções alternadas, típica de eleição decidida por poucos pontos percentuais.

Para entender como se chegou a esse resultado, é preciso começar pelo mecanismo. O Brasil adota o sistema de dois turnos para a escolha do presidente da República, e para vencer logo na primeira votação é necessário obter mais da metade dos votos válidos, desconsiderados brancos e nulos. Em 4 de outubro, a eleição presidencial precisou de uma nova rodada porque nenhum dos candidatos obteve mais da metade dos votos válidos. Os dois mais votados avançaram para a decisão, marcada para 25 de outubro, e a apuração, assim como no primeiro turno, foi divulgada no mesmo domingo da votação.

“nenhum dos candidatos obteve mais da metade dos votos válidos”

O intervalo de três semanas entre as duas votações foi decisivo. Comparando os números finais do segundo turno com os do primeiro, Lula somou cerca de 10,4 milhões de votos, enquanto Flávio Bolsonaro cresceu em torno de 3,7 milhões. O movimento reflete, entre outros fatores, a migração de eleitores que no primeiro turno tinham escolhido candidaturas eliminadas e a mudança de comportamento de quem não havia comparecido. Cabe a institutos de pesquisa e a analistas detalhar nas próximas semanas quanto de cada fator pesou. O que os números mostram, com clareza, é que a campanha de segundo turno mexeu com a disposição do eleitor.

Um dos instrumentos dessa reta final, segundo o próprio presidente, foi a mobilização nas redes sociais. Lula agradeceu mais uma vez ao deputado federal André Janones por coordenar uma campanha digital em apoio à reeleição e por comandar o canal de WhatsApp chamado Exército Lula, que ele classificou como decisivo na disputa. “Nosso Exército teve um papel muito importante nesse segundo turno”, afirmou. A expressão pode soar estranha a quem a ouve de fora, mas designa algo bem diferente de uma força militar. Trata-se de uma rede de apoiadores, organizada por mensagens, que distribui conteúdo, responde a ataques e tenta convencer eleitores indecisos.

O presidente foi além do agradecimento e transformou a rede em compromisso político. Dirigindo-se a Janones, disse que ele terá de assumir um compromisso “com essa gente”, porque, nas palavras de Lula, a primeira batalha foi vencida. “O Exército não pode dispersar. O Exército terá que continuar”, afirmou. A fala indica que a mobilização montada para a campanha não deve ser desfeita com o fim da votação. Resta saber de que forma essa estrutura, nascida para a disputa eleitoral, será usada no período de governo, e esse é um dos temas que devem acompanhar o debate político nos próximos meses.

“O Exército não pode dispersar. O Exército terá que continuar”

A relevância das redes na campanha de 2026 não é um fenômeno isolado. Nas últimas eleições brasileiras, aplicativos de mensagem e plataformas de vídeo e texto passaram a disputar com o rádio e a televisão a atenção do eleitor, e as campanhas aprenderam a organizar equipes inteiras para atuar no ambiente digital. Quem acompanhou o segundo turno viu essa disputa se intensificar, com a circulação de conteúdos de apoio e de crítica em velocidade muito superior à da propaganda tradicional. É justamente nesse território que se apoia parte da análise do presidente reeleito sobre os fatores que influenciaram a eleição, e é também ali que o debate sobre regras e responsabilidades tende a se aprofundar.

Quando se pergunta por que essa vitória importa, a primeira resposta está na própria dimensão da disputa. Pesquisas divulgadas às vésperas do segundo turno, como a do BTG/Nexus, apontavam empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, e o resultado das urnas confirmou que a escolha seria decidida por poucos pontos percentuais. Num cenário assim, a reeleição de um presidente em exercício tem consequências diretas para a vida do cidadão. Ela define quem comandará o governo federal a partir de janeiro e quais políticas públicas terão continuidade, o que vale tanto para quem apostou em Lula quanto para quem preferiu a oposição.

A segunda resposta está na lição que o próprio presidente disse ter tirado da campanha. “Aprendi, neste segundo turno, a maior lição da minha vida. Quando o governante não sabe o que fazer, ele pergunta ao seu povo para que o seu povo saiba ensinar-lhe o que tem que fazer”, declarou. Lula afirmou que a eleição de 2026 serviu de aprendizado e que seu quarto mandato envolverá a participação do povo na gestão do governo. É uma promessa de método, mais do que de programa específico, e por isso mesmo será medida na prática. O eleitor poderá observar, ao longo dos próximos anos, se a escuta prometida se traduz em decisões concretas.

“Quando o governante não sabe o que fazer, ele pergunta ao seu povo”

Há ainda uma camada de simbolismo pessoal na fala do presidente. Ao agradecer, Lula disse acreditar que, no dia em que o povo brasileiro decidiu eleger um metalúrgico, sem curso superior, como presidente da República, foi o “dedo de Deus” que fez o país confiar que um trabalhador poderia fazer mais do que, nas palavras dele, a elite brasileira fez em 500 anos. A fala retoma a narrativa de origem que acompanha o presidente desde as primeiras candidaturas e que é bem recebida por seus apoiadores. Como toda narrativa política, ela é interpretada de modos diferentes por quem apoia e por quem se opõe ao governo, e ambos os olhares fazem parte do debate público.

Outro ponto da noite merece atenção cuidadosa. Em entrevista coletiva, momentos antes do discurso na Paulista, Lula afirmou que houve intromissão estrangeira e que as plataformas digitais tentaram direcionar o resultado eleitoral no país. Trata-se de uma declaração do presidente reeleito, e no trecho divulgado não foram apresentados detalhes ou provas que permitam avaliar a dimensão do que ele descreveu. A cobertura da apuração registrou ainda que o adversário contestou o resultado, e o presidente do TSE, ao anunciar a reeleição, abordou os desafios enfrentados durante a apuração. Caberá às instituições e à imprensa checar o que for apresentado oficialmente, sem pressa e sem preconceito.

O pano de fundo dessa fala é um debate mais amplo que há anos ocupa o noticiário. O Hino da Independência, cantado na Paulista a pedido do presidente, remete a um dos momentos fundadores da história nacional, a separação política de Portugal em 1822, e a expressão “quintal de ninguém” traduz a ideia de soberania e de autonomia nas decisões do país. A discussão de fundo envolve soberania, redes sociais e o papel das plataformas na formação da opinião pública. É um tema que atravessa governos de diferentes tendências em várias democracias e que dificilmente sairá da pauta, independentemente de quem ocupe o Palácio do Planalto.

“A discussão de fundo envolve soberania, redes sociais e o papel das plataformas na formação da opinião pública.”

Passada a euforia da noite, a pergunta que se impõe é como o presidente reeleito vai governar. A margem de cerca de 3,6 pontos percentuais entre os candidatos mostra que o novo mandato nascerá sob a marca de um país dividido, e isso tem consequências práticas. Para aprovar projetos e executar políticas, o Executivo depende do diálogo com o Congresso Nacional, com os governadores eleitos, incluindo os seis definidos na mesma rodada, e com os demais poderes. A vitória nas urnas dá legitimidade ao presidente, mas a governabilidade é construída diariamente, com negociação, concessões e prioridades que precisam ser explicadas à população.

Os efeitos também aparecem fora de Brasília. Veículos de cobertura de mercado registraram oscilações nos ativos brasileiros logo após o anúncio do resultado, com reações no câmbio e na bolsa, o que costuma ocorrer em eleições decididas por margem estreita. Para o cidadão comum, o que importa é como as decisões do governo vão chegar ao dia a dia, no emprego, na renda, nos preços, nos serviços públicos e no acesso a programas sociais. Por enquanto, o novo mandato ainda não apresentou um desenho detalhado dessas prioridades, e a transição será o primeiro momento para que o governo comece a sinalizar o que pretende fazer.

Outro desdobramento está na promessa de participação popular. O Brasil já conhece instrumentos desse tipo, como conselhos, conferências e consultas públicas, e o discurso de Lula sugere que a ideia é ampliar esse diálogo. A participação popular prometida ainda precisa ganhar contornos concretos. Será preciso saber quem será ouvido, em que espaços e com que poder de influência sobre as decisões. A experiência de outros governos mostra que a consulta pode ser um instrumento valioso, desde que venha acompanhada de regras claras e de resposta pública às demandas recebidas, porque sem isso o risco é transformar a escuta em retórica.

“A participação popular prometida ainda precisa ganhar contornos concretos.”

Há também o desafio de converter mobilização em governo. O pedido de Lula para que o chamado Exército não se disperse tem leituras distintas. Aliados enxergam nele a manutenção de um canal vivo de participação e de defesa das políticas do governo, e críticos veem o risco de uma campanha permanente, em que o debate público fica subordinado à lógica da disputa eleitoral. As duas visões têm argumentos e fazem parte do jogo democrático. O que dependerá de escolhas do governo é a forma como essa rede será usada, se para explicar e prestar contas ou para manter a polarização que marcou o período eleitoral.

O caminho institucional daqui para a frente está definido pela Constituição. Depois da proclamação do resultado, seguem-se etapas formais, como a diplomação pela Justiça Eleitoral, e a posse do presidente, prevista para 1º de janeiro de 2027. Até lá, o governo eleito e o atual precisam conduzir uma transição organizada, que garanta a continuidade dos serviços públicos e a preparação das primeiras medidas do novo mandato. Como o presidente reeleito é o mesmo que ocupa hoje o cargo, a transição tem uma particularidade. O foco está menos em passar a administração e mais em decidir o que mudar, o que manter e o que priorizar.

Seria um erro tratar o resultado como uma história de um lado só. Quase 60 milhões de brasileiros votaram em Flávio Bolsonaro, e esse número pesa tanto quanto a vitória de Lula. São eleitores com demandas, preocupações e expectativas que também precisam ser consideradas por quem governa e por quem faz oposição. A democracia funciona quando o vencedor governa para todos e quando o derrotado exerce seu papel de fiscalização e de alternativa dentro das regras. As reações que se seguirão ao resultado, tanto dentro da classe política quanto entre o eleitorado, dirão muito sobre a saúde do ambiente político nos próximos anos.

A votação no exterior mostrou, em pequena escala, a mesma divisão. Nas apurações parciais divulgadas pela imprensa, Lula foi majoritário em países como Alemanha, Suíça e Países Baixos, enquanto Flávio Bolsonaro venceu em Israel, onde as cinco seções do país já haviam sido apuradas. São números de eleitores que moram fora, em quantidade pequena diante do total nacional, mas que ajudam a compor o retrato de uma disputa em que o mesmo país se dividiu em todos os cantos, dentro e fora das fronteiras. O desafio de quem governa será lidar com essa diversidade de visões sem abrir mão das próprias convicções, com o equilíbrio que a função exige.

“Quase 60 milhões de brasileiros votaram em Flávio Bolsonaro, e esse número pesa tanto quanto a vitória de Lula.”

Se há uma conclusão possível nesta etapa, é que a eleição de 2026 deixou lições para os dois lados. Para o presidente reeleito, que perdeu o primeiro turno e venceu o segundo, a lição, como ele mesmo disse, foi a importância de ouvir o povo antes de decidir. Para a oposição, que cresceu cerca de 3,7 milhões de votos entre as duas rodadas e ficou a pouco mais de 4,4 milhões de votos da vitória, o resultado mostra um campo político forte, com capacidade de mobilização e de disputa nas urnas. O eleitor, por sua vez, saiu da votação com a responsabilidade de acompanhar o que vem pela frente.

Vista da Praça dos Três Poderes, em Brasília, com o Congresso Nacional ao fundo, no fim da tarde, cenário do novo mandato presidencial após a eleição de 2026
Em Brasília, o governo eleito inicia a transição para o novo mandato, que começa em 1º de janeiro de 2027.

O primeiro passo prático já está dado, e é a transição. Nas próximas semanas, o governo deve começar a sinalizar a equipe, as prioridades e a forma como pretende conduzir o novo mandato. A fase de transição é o momento em que a promessa de campanha começa a virar rotina administrativa. É nessa etapa que o cidadão pode observar com mais clareza se o discurso de participação popular vai se traduzir em canais reais de diálogo e se as promessas feitas na reta final da campanha terão desdobramento concreto. A imprensa, as instituições e a sociedade têm papel fundamental em cobrar transparência e acompanhar cada passo dessa etapa.

“A fase de transição é o momento em que a promessa de campanha começa a virar rotina

Acompanhar esse processo é uma tarefa que cabe a todos, independentemente do voto dado em 25 de outubro. Os dados oficiais da eleição estão disponíveis para consulta no portal do Tribunal Superior Eleitoral, e vale a pena conferir a fonte antes de repassar números e declarações que circulam nas redes. Em um ambiente de informação acelerada, a checagem é uma forma simples de participação democrática. Quem quer entender melhor os bastidores da eleição, as falas do presidente reeleito e os desafios do novo mandato encontrará, nos próximos dias, análises e debates que ajudam a dar contexto a um resultado tão disputado.

A imagem que ficou da noite de domingo é a de uma avenida cantando o Hino da Independência. Mais do que o resultado, ela mostra o estado de espírito de uma parte do país que celebrou, enquanto a outra parte, quase tão numerosa, acompanhou o resultado com sentimentos bem diferentes. Esse retrato de duas metades, ambas legítimas dentro das regras democráticas, é o ponto de partida do próximo governo. O presidente disse que aprendeu que governar é perguntar ao povo, e agora o povo, em sua pluralidade, aguardará que a pergunta seja feita e que as respostas apareçam nas decisões do governo.

Daqui até a posse, em 1º de janeiro de 2027, o país entra numa fase de definições, em que cada gesto do governo eleito e da oposição ajudará a desenhar o clima político dos próximos quatro anos. A promessa feita na Paulista foi a de um governo com mais participação, e a cobrança por ela começa agora. Em democracia, a eleição encerra a disputa pelo voto, mas inaugura a cobrança pelos resultados. Cabe ao eleitor acompanhar, informar-se com responsabilidade e participar do debate público, porque é no dia a dia, e não só no dia da votação, que a democracia se constrói.

“Em democracia, a eleição encerra a disputa pelo voto, mas inaugura a cobrança pelos resultados.”

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