Cultura da Vida é um espaço de exploração de temas relacionados à dignidade da vida humana e à missão da família como guardiã da vida com Marlon Derosa e sua esposa Ana Carolina Derosa, professores da pós-graduação em Bioética e fundadores do Instituto e da Editora Pius com sede em Joinville, Santa Catarina. Marlon e Ana estão casados há 9 anos e têm 4 filhos. Eles atuam na Pastoral Familiar. Neste 44º encontro, o amor conjugal fecundo e que valoriza a vida.
Notícias do Vaticano
Olá, amigos da Rádio Vaticano. Marlon e Ana Derosa falam aqui para mais um Espaço Cultura da Vida. Esta semana queremos destacar alguns aspectos da audiência geral de 21 de outubro do Papa Leão
Este é um tema central quando falamos de cultura da vida, porque como nos disse o Papa, citando este documento conciliar, “o bem-estar da pessoa e da sociedade humana e cristã está intimamente ligado a uma situação favorável na comunidade conjugal e familiar”. Isto lembra a famosa frase de São João Paulo II: “o futuro da humanidade passa pela família”.
Em outras palavras, o bem-estar de cada pessoa na sociedade depende de como estão as famílias e de como os casais vivenciam o casamento. Para ajudar nesta compreensão, o Papa destacou aspectos essenciais do casamento, como a doação recíproca, a fidelidade, a indissolubilidade, a transmissão da vida e a educação dos filhos.
O Papa explicou que “o dom recíproco do homem e da mulher, de modo que “já não sejam dois, mas uma só carne” (Mt 19, 6), motiva a exigência da “fidelidade total” e da “indissolubilidade da (…) união” dos cônjuges, encontrando expressão viva na procriação e na educação dos filhos (cf. GS, 48). E a vivência deste compromisso realiza-se através do sacramento do matrimónio, para que o casal viva este amor conjugal que deve ser um reflexo da Trindade divina.
Assim, o Papa destacou que valorizar esta comunhão amorosa e fecunda está ligada à proteção da vida desde a concepção. Com efeito, o matrimónio e a família estão na base da cultura da vida, porque a família, como santuário da vida, gera vida e, por isso, deve ser o lugar onde esta está mais protegida. O amor conjugal nunca pode ser, portanto, uma relação que negue, rejeite ou desvalorize a vida.
O Papa destacou um trecho do documento conciliar que diz que não pode haver “incompatibilidade entre as leis divinas que regem a transmissão da vida e o desenvolvimento do autêntico amor conjugal”.
Por outras palavras, o amor conjugal autêntico e a transmissão e protecção da vida humana desde a concepção nunca podem estar em contradição. Tanto a transmissão da vida como a experiência do amor conjugal fazem parte do plano de Deus para o casamento e são duas características criadas por Deus para serem vivenciadas juntos. Portanto, abrir-se à vida e ter filhos nunca deve ser um obstáculo para viver a experiência plena do amor conjugal. Isto é compreendido e aceito quando se entende a fertilidade conjugal dentro do plano de Deus para o casamento.
Veja como é importante esse entendimento para o fortalecimento da cultura da vida! Quando o amor for compreendido na sua verdade, isto é, como entrega total, fiel e fecunda, a vida que pode nascer desta união será vista como um dom valioso que deve ser acolhido e protegido. Por outro lado, quando a sexualidade é separada do compromisso conjugal, deixa de ser um compromisso total, podendo assim tornar-se superficial e descartável, algo infelizmente tão comum. Nesse contexto, uma nova vida pode acabar sendo vista como um problema ou uma consequência indesejada.
Todos os casais devem compreender a paternidade e a maternidade responsáveis neste contexto, que se baseia nos pilares do amor doado, no sacramento do matrimónio, e que assim presta o belo serviço à vida e semeia a cultura do amor e da vida.
Assim, o Papa disse que “o ensinamento da Gaudium et spes sobre a comunidade conjugal e familiar destaca a função social da família, definida como “escola de valorização humana” e “fundamento da sociedade””. E destacou que a promoção do casamento e da família “é mais urgente do que nunca”.
Portanto, devemos primeiro viver o plano de Deus em nossa casa, com nosso cônjuge e educando nossos filhos na fé e no amor verdadeiro. E depois devemos também acompanhar e formar casais e famílias. Assim poderemos semear uma sociedade verdadeiramente mais fraterna. Cada família deve viver intensamente esta missão de ser a primeira a acolher e a valorizar a vida e a primeira escola de valores humanos e cristãos, para que a sociedade possa ser iluminada pelos frutos da família cristã.
Esse foi o Espaço Cultura da Vida desta semana. Um grande abraço a todos e até a próxima.
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Transformando vidas através da comunicação. Como mestre de cerimônias e cerimonialista, dedico-me a conduzir momentos memoráveis com excelência, utilizo a voz e a experiência em eventos para conectar pessoas e ideias. Atualmente, dedico-me à criação de conteúdo motivacional no YouTube e artigos voltados ao desenvolvimento pessoal e profissional.







